Bonequinha de Luxo

Achei que o cinema tinha perdido a capacidade de me encantar, ate assistir Bonequinha de Luxo hoje. Vi no livro Clube do Cinema, que Felicia me deu de aniversário falando super bem dele e resolvi comprar na promoção de R$ 9.90 das lojas Americanas, a loja mais velha que conheço. Desde que sou criança lembro de freqüentar esta loja, no mesmo estilo, no mesmo lugar: a boa e velha Rua 7 de Setembro, no coração do Recife.

Um filme piegas sobre uma mulher com rosto de menina que vive a vida de festas e baladas, passa o dia dormindo para a noite continuar nas festas e baladas com diversos homens, sentir-se desejada, amada, com muitos amigos. Todos falam do seu jeito de ser, da sua vida inconseqüente, mas ela continua na mesma, porque aparentemente é feliz. Encontra um cara lindo, legal, com problemas como ela, e esta o despreza porque não é rico. Quer apenas um ombro amigo. Para completar tem um gato que adora mas quando esta com raiva o joga na rua.

O cinema todos os dias me impressiona. Queria ter uma vida de filme, rindo sempre, conhecendo amigos lindos e uma grande paixão. Nunca vem. Queria conhecer o cara, sofrer por ele mas no final sermos muito felizes. Queria ser a Bonequinha de Luxo.

Meu reencontro com Michael Jackson


Meio tímida, puxando uma amiga para ir junto, fui ver This is it, documentário sobre a turnê homônima de Michael Jackson. Na era dos Backstreet Boys, N Sync, Avril Lavign e a eterna Madonna, parece constrangedor gostar de uma coisa tão antiga quanto Michael Jackson, com mais de 10 anos de carreira.

Michael abalava nos tempos de ouro com dança, música, batida e muito rebolado. Todo mundo gostava de MJ. Agora todo mundo tímido quer rir das mudanças nas feições do homem, uma suposta peruca e uma prótese no lugar no nariz(nem precisa de comentar sua pele alva). Talvez ele dormisse e uma cama projetada para não envelhecer e gostasse mesmo de "alisar" crianças, mas ele ainda é Michael Jackson, o rei do pop.

Quando a magia começou esqueci que tinha 24 anos e era cafona gostar de Michael Jackson. Deixa o povo falar, quero mesmo é cantar com Black or With, Smooth Criminal e Earth Song, músicas magnificas. Thriller arrasa e sempre vai arrasar!

O cantor de todos os tempos estava preparando uma turnê inacreditável. Sua voz continuava muito boa e os paços ainda estavam lá. Performance exagerada atualmente pois 20 anos se passaram, mas ainda arrasam. Bailarinos extraordinários e Man in the mirror continua uma cança muito linda! Beat it teria direito a suposta briga no palco e queima de um paletó. Os músicos estavam mais afiados que nunca. Perdemos um grande músico e também um grande show.

Uns fãs muito tímidos cantando no cinema. Fui duas vezes assistir no cinema: uma com uma amiga e uma com meu namorado. Na primeira teve aplausos, na segunda a galera mais tímida cantava no escuro para ninguém perceber que estavam cantando, mas sempre batendo o pé no ritmo certinho.

Queria entender quando gostar de Michael Jackson começou a ser cafona. Louco, pedófilo ou comprador compulsivo, ele era muito bom nos pés! Sua voz e sua mega produção faziam do show um verdadeiro espetáculo. Madonna é mais velha ainda em carreira e não é vergonhoso gostar dela.

Vergonha ou não, eu vibrei com todas as letras e senti saudades demais. Pela primeira vez lamentei a morte dele de verdade.

Sex and the city: Para viver um grande amor após os 40

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Sex and the City (Sex and the City: The Movie, EUA, 2008) é um filme para levantar o astral feminino, mostrar que o amor não tem idade e sempre há tempo para reconhecer um erro. Baseado em uma série de TV de grande sucesso nos Estados Unidos, o longa traz a história de Carrie (Sarah Jessica Parker), escritora na faixa dos quarenta com pretensões de casar com o namorado de mais de 10 anos de relacionamento.

Suas amigas e companheiras inseparáveis também migram da série para o cinema: Samantha (Kim Cattrall), Charlotte (Kristin Davis) e Miranda (Cynthia Nixon) também estão na idade das senhoras e unidas tentam passar pela fase do envelhecimento da melhor forma possível.

A proposta do texto é simples: mostrar o amor em diferentes facetas. Há casais se separando por traição, uma dupla extremamente feliz, casais com grande diferença de idade... mas no fim todo mundo fica junto e se encontra. Discutem sexo, relação e sempre deixam uma lição de moral para aquelas mais despreparadas para o amor. E Carrie? Descobre que abrir mão de certas coisas como festas pomposas às vezes faz bem, e ainda economiza.

Texto leve, divertido, ótimas piadas sobre relacionamento e muita roupa bonita. Nas locadoras há algum tempo, mas uma ótima pedida para o fim de semana. A série também arrasa em diversão, fica ai a dica, já que está a venda a edição completa na net dos seis anos do sitcom com ótimos preços.

Filme Ironias do Amor mostra que não estamos preparados para amar

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Casal se conhece no metrô de Nova York. Passam maravilhosos dias juntos em clima de romance, mas depois de pouco mais de um mês precisam se separar para amadurecer o sentimento. Parece loucura não prosseguir com a paixão avassaladora em seu ápice? Não para Yann Samuell, diretor de Ironias do Amor (My Sassy Girlr, Imagem Filmes, 2008) com lançamento no Brasil direto nas locadoras.

Charlie (Jesse Bradford) é um cara realista, cujo sonho é trabalhar na área administrativa de uma grande empresa. Ao conhecer a pequena notável Jordan (Elisha Cuthbert) sua rotina muda a cada minuto. Rica, a mocinha aparentemente vive a vida intensamente, com planos cada vez mais loucos e encontros inusitados no decorrer do dia. Em certa cena retira Charlie de sua aula na universidade para darem um passeio no parque, mas a ironia fica na justificativa dada ao professor: ela estava grávida, uma brincadeira leve para a personagem.

Ironias do Amor é assumidamente um romance piegas. O ponto de vista assumido é o de Charlie, narrador principal e em alguns momentos em primeira pessoa. Jordan, mesmo transbordando energia, possui um passado sombrio e feridas ainda não curadas e propõe a separação como melhor saída. A trama neste ponto surpreende, pois quando tudo caminha para a harmonia a curva dramática da narração dobra mais uma vez e mocinha e mocinho se separam.

Em imagem, o jogo de cena entre slow e fast da câmera causam belos efeitos nas elipses de tempo, aliando música e jogo de imagem. Para cada passagem de dia ou mês a câmera navega pelas ruas da cidade com efeitos de luzes e cores no efeito panning. Boas escolhas nas paisagens, como o pôr do sol do Central Park e Nova York de noite.

Apesar do final melodramático e previsível, Ironias do Amor ainda consegue arrancar suspiros. Se não pelo amor eterno e com aval do destino, a superação dos dramas passados de Jordan foi uma boa sacada do roteiro. Engraçado como sempre encontros inusitados na rua resultam em grandes paixões, pena que não no nosso filme.

Por Lidianne Andrade, jornalista

FRUTO MADURO

Banda encontra a maturidade em Caligrafia, seu novo disco
Por Lidianne Andrade

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Mesmo quem não conhece o Ludov pelo nome, já escutou o single O Que Eu Procurava, versão da banda para ‘What I’ve Been Looking For’, sucesso da Disney do filme High School Musical. Completado 10 anos de estrada este ano, a banda brinda enviando para as lojas Calligrafia, seu mais novo álbum . O lançamento aconteceu no último dia 22 de setembro, na casa de shows Clash Club, em São Paulo-SP.

Com 19 faixas (12 no álbum físico, sete lançadas apenas na versão online disponíveis para download no site), Caligrafia é o terceiro álbum da banda, produzido em 2008. “Fomos a um sítio sem repertório definido ou ao menos composto e a produção se deu simultaneamente. Não houve tempo entre compor e produzir praticamente, talvez de uma manhã para uma tarde. Compusemos gravando, gravamos compondo”, conta Mauro Motoki em entrevista a Revista O Grito!.

A produção é assinada por Habacuque Lima, Mauro e o amigo Fábio Pinczowski, sócios no Estúdio 12 Dólares. Para a banda, a escolha do estúdio foi decisão fundamental para que o processo fluísse naturalmente, sem pressão em datas, arranjos comerciais, entre outras firulas vistas em álbuns encomendados por grandes gravadoras. “A liberdade que a gente se deu gerou algumas letras bem pessoais. E claro, uma diversidade que não seria alcançada de outra forma”, comenta Mauro.

Diferentemente dos outros álbuns, saíram do formato clássico ‘bateria, guitarra e baixo’ e buscam novos arranjos e instrumentos (como ukelele), consenso entre os integrantes da banda. Durante a nova turnê de lançamento contam no palco com o apoio do talentoso músico Bruno Serroni (também baixista do Pullovers), suporte para repetir o que foi feito em estúdio em formato ao vivo.

O destaque do álbum fica na faixa “Canção Por Helena”, única não composta pelo grupo. A letra foi escrita há mais de 30 anos pelo pai do Habacuque, José Roberto, para a mãe dele. No preparo para o álbum, Habacuque visitava sua família quando descobriu que seu pai já havia sido compositor muito antes dele e acabou não trilhando este caminho. “Achamos a história fantástica e a música também. Foi unânime a escolha da canção para o álbum”, declara Mauro.

A banda Ludov disponibiliza todas as faixas da banda para download gratuito. O site oficial (www.ludov.com.br) também é uma boa fonte para os fãs e jornalistas, com releases, matérias disponíveis, fotos e videos, com atualização quase diária. “O interesse que isso gera é maior do que o quanto venderíamos do produto físico”, opina Mauro.


Estrada longa para o sucesso

Até alcançar o patamar atual Ludov ralou em cima dos palcos das noites. Começando como os Maybees, cujas letras eram apenas em inglês, os integrantes reformaram a banda e estilo várias vezes até chegar na atual formação e repertório. “Nós sempre curtimos o lugar onde estamos, mas isso não quer dizer que vamos deixar de procurar novos caminhos. Acho que o Ludov nunca vai deixar de procurar não se repetir”, declara Mauro.

Nesses 10 anos de estrada Mauro Motoki não ressalta nenhum momento como menos ou mais importante, um show como maior ou menor. “Cada gravação de disco é bastante importante. Os lançamentos dos 2 últimos discos foram bem especiais. Alguns shows foram decisivos: Rec Beat, Curitiba Pop Festival”, diz.

Com álbum recém lançado vamos demorar para ter novidades do grupo, mas ninguém parou de trabalhar. Chapolin tem a ótima banda Seychelles, Habacuque e Mauro continuam na ‘Liga Leve’ e como sócios do Estúdio 12 dólares. Habacuque toca com os Pulllovers. Como Ludov, muitos shows ainda pela frente e depois de 10 anos o grupo já passa segurança de expectativa de uma longa estrada.

Minha sociedade não pratica sexo

Vivo em uma sociedade assexuada. Não usam calcinhas nem sutiã, nao mostram a alça de seus levantadores da parte superior do corpo e nem ao menos podem deixar uma tira do fio dental transparecer em um vestido, ou será vulgar. Comentar sobre motel é proibido e falar de sexo é de uma falta de sendo inquestionável.

Pensei viver em uma sociedade moderna, mas o sexo nao chegou nesta modernidade. Era do tempo que quando falava de beijo na boca e trabalhar aos 17 anos eu era "avançada", "madura", "inteligente" e "moderna". Como o assunto SEXO escapou entre lábios, agora sou "safada", "quenga", "puta" e outras cositas de baixo nível na lingua.

Dia desses falei do motel que vi no caminho de casa no trabalho e não deu boa coisa. Não entendo, pois todo dia um senhor diferente vem buscar minha colega de trabalho na porta. Ah, mas ela não fala de sexo! Acho que assim pode.

Pensei que tinha vindo de uma transa, mas tenho medo de perguntar a minha mãe. Aquele ditado "o mundo não presta pois cumeram mainha" nao vai funcionar numa hora dessas...

Ô coisa!

MESTRE EM HQ’S

Wellington Srbek vai lançar adaptação em quadrinhos sobre Machado de Assis. Sua produção é uma das mais relevantes das HQ’s nacionais, apesar de não contar nem 10 obras
Por Lidianne Andrade

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Chega em 2010 nas livrarias mais um clássico da literatura brasileira em adaptação para os quadrinhos. Depois de Jorge Amado, Aluísio de Azevedo e Lima Barreto, chegou a vez do mestre da metalinguagem Machado de Assis ter sua obra ilustrada, e a escolhida é nada menos que o clássico do derrotismo Memórias Póstumas de Brás Cubas, com texto de Wellington Srbek e desenhos de J.B. Melado.

A obra foi escolhida pelo próprio Wellington Srbek, autor conhecido no meio autoral e com uma paixão nada oculta pelo escritor. “Este foi um dos primeiros livros que me conquistou quando iniciava minha paixão pela literatura. Sempre pensava num livro que gostaria de adaptar para os quadrinhos, a obra-prima de Machado de Assis surgia no topo da lista”, conta Wellington. Será publicado pela Desiderata, empresa do grupo Ediouro.

O álbum ainda está em fase de finalização, mas já causa muitas expectativas. Começou o seu processo de produção em 2008 e está em fase final de desenho com J.B. Melado. Wellington conta que manteve-se o mais fiel possível a obra original, para preservar a assinatura de Machado. “Trechos foram excluídos para extrair redundâncias com o desenho e, além disso, há os limites e padrões editoriais que têm que ser considerados, o que fez com que algumas partes do livro fossem excluídas. Mas, sobretudo, a história do Brás Cubas foi preservada, o texto machadiano mantido e o elemento metalingüístico que caracteriza a obra recriado na linguagem dos quadrinhos. Teremos no final será álbum de quadrinhos de alta qualidade”, explica o roteirista.

Em busca do trabalho autoral

Wellington Srbek está desde criança no mundo dos quadrinhos. Podemos dizer que sua carreira autoral começou aos 11 anos, quando criou sua primeira personagem. “Minha primeira HQ, X – A Batalha Final, foi feita por pura diversão, sem qualquer intenção autoral. Era uma HQ de ficção científica, com naves e alienígenas. Para mim, ela foi o começo de tudo!”, conta em entrevista a Revista O Grito!.

A história do pequeno talento já começa na escola. Com 12 anos já tinha um trabalho distribuído, sobre a história da escravidão no Brasil, reproduzida em mimeógrafo e vendida para alunos da escola. Daquele momento em diante, sentiu sua verdadeira vocação e partiu para mais leituras e mais trabalhos, lendo e conhecendo mais. Graduou-se em História, com mestrado e doutorado em Educação pela Universidade Federal de Minas Gerais, formação que vem ajudando em seu trabalho de pesquisa para desenvolver projetos. “A formação acadêmica me deu os instrumentos para fundamentar as histórias que eu quero contar, ao mesmo tempo em que ampliou o escopo de meus quadrinhos”, explica. “Minha trajetória acadêmica e minha trajetória quadrinística se complementam, pois eu faço muita pesquisa para meus quadrinhos e sempre tento contar uma história em meus trabalhos acadêmicos”, completa o quadrinista.

Mesmo sendo um excelente desenhista, Wellington partiu para os roteiros na década de 90. “Desde que produzi minha primeira série de quadrinhos (Solar, em 1994) tenho trabalhado em parceria com outros desenhistas. Isto me permite fazer HQs nos mais variados gêneros, escolhendo o desenhista cujo estilo melhor se adeque ao trabalho. Mas penso em voltar a desenha algum dia”, conta.

Harry Potter e o Enigma do Príncipe

Bruxo continua saga contra ao mal
Resumido e bem cuidado, chega aos cinemas a sexta versão de Harry Potter


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HARRY POTTER E O ENIGMA DO PRÍNCIPE
David Yates
[Harry Potter and the Half-Blood Prince, ING/ EUA, 2008]


Rony Wesley ficou magro e esguio. Draco Malfoy continua com a mesma palidez e olhar frio e a Sra. Hermione Granger continua nerd e esperta em solucionar enigmas. Para matar a saudade dos fãs, o grupo de jovens bruxos volta a se reunir em Harry Potter e o Enigma do Príncipe, adaptação de um dos livros mais vendidos de literatura fantástica da última década.

Os fãs literalmente viram seus personagens preferidos crescer nas telas e páginas do best seller de J. K. Rowling, indo desde a compra da varinha de Harry até seu primeiro namoro sério com a pequena Gina Wesley. Um público exigente, diga-se de passagem, muitos conhecedores assíduos de cada movimento e fala dos pequenos bruxos em espera anciosa pela continuação da saga. As adaptações, vale ressaltar, não suscitam muito a espera, pois mantém o bom hiato de um ano e meio entre um longa e outro.

Na nova aventura o mundo dos bruxos está em perigo com a volta do Lord das Trevas. O jovem Draco Malfoy (Tom Felton) deixa Harry para concentrar-se em sua nova missão: matar o velho diretor de Hogwarts, Doubledore (Michael Gambon). Harry começa a se incomodar com a ausência de um inimigo e, aliada à saudade do padrinho Sirius Black (morto em a Ordem de Fênix), desenvolve um comportamento paranóico pelo ex-professor Snap, ex-comensal da morte e Malfoy, atualmente comensal.

Difícil adaptar para o cinema um livro de 510 páginas, por isso o longa deixa uma impressão de pincelar tudo e não se fixar a nada. O filme passa pelas férias de Harry e a visita inusitada de Doubledore, vai para a viagem anual de início das aulas, mostra algumas aulas, uma cena ou outra de solução de enigmas para o mistério e termina. Para quem já leu a obra, fica a saudade de muitos acontecimentos que seriam possíveis origens para boas cenas de ação. Mas não vale desmerecer o roteiro de Steve Kloves, pois este abriu, revelou e encerrou o mistério de modo que fãs e não fãs acompanhassem no mesmo patamar de entendimento.

O enigma do Príncipe escolheu dois vieses dos muitos possíveis através do livro: os dramas adolescentes e a volta do Lord das Trevas ou Aquele-que-não-deve-ser-nomeado, este presente apenas em nome desta vez. Diante de tantos mini dramas como campeonato de Quadribol (alguns fãs vão ficar irritados de só verem trechinhos e treinos), aulas, o novo Ministro da Magia, entre outros, roteirista e diretor fizeram uma ótima escolha para não sacrificar o entendimento do público.

Passando por quatro mãos na direção (Chris Collumbus, Alfonso Cuarón, Mike Newell), pode-se dizer que David Yates foi um dos melhores diretores da saga. Desde a Ordem de Fenix notou-se uma escolha pelo lado dramático e tenebroso da obra, influenciando na direção de arte. As cores foram literalmente escurecendo no avançar dos longas, adotando uma atmosfera sombria e cada vez mais em ritmo de batalha (bem, nem nos livros as lutas são tão focadas). David sabe o desejo do público: duelos com cores e varinhas, sempre realizado.

Sobre as atuações, Daniel Radcliffe continua fraquinho, sem expressão e decorativo, mas nenhuma novidade nisso. Notável seu esforçou. É sabido que ser parecido com o Harry Potter dos livros foi o critério mor de escolha e prio. Do resto do elenco, nada a reclamar: todos evoluíram com o passar dos anos e Rupert Grint, o Rony Wesley, foi o mais notório: deixou seu tom decorativo para expressar mais sinceridade e sua voz está bem menos nasal. Emma Watson é de longe a mais talentosa e sempre dá um show em cena, padrão mantido desde o primeiro longa. Mais velha, sua personagem Hermione agora é uma adolescente apaixonada quase abertamente por Rony, mordendo os lábios de ciúmes em toda cena na presença da louquinha Luna.

Os efeitos visuais também amadureceram. As imagens não estão mais grotescamente ‘fundo azul’ e o ambiente mais realista deixa a narrativa mais agradável, felicitando pais e adolescentes nos cinemas. No geral, Harry Potter abandonou a atmosfera infantil com sabedoria e soube aproveitar o envelhecimento de seus atores e público, podendo ser um bom programa para a família.

HUMOR PARA OS FORTES

Com sátiras provocantes e termos fora do padrão literário, André Dahmer ilustra e escreve o roteiro de A Cabeça é a Ilha, recém lançado pela Desidrata

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A arte de fazer rir com a realidade é para poucos, mas o quadrinista André Dahmer a possui como um sexto sentido. Suas ‘sacadas’ inteligentes vão desde amor platônico até vícios como o fumo e por mulher, ambos em igual valor e presentes em suas famosíssimas tiras na Internet “Os Maldados” (http://www.malvados.com.br). Esta semana, fãs de seu humor ácido podem conferir nas livrarias dois anos de trabalhos inéditos do artista com o lançamento do livro A Cabeça é a Ilha (Ed. Desiderata, 152 páginas).

O livro vem com ótimo acabamento gráfico e tem roteiro e ilustração com assinatura do André Dahmer. Traz uma coletânea do que o artista vem produzindo de melhor nos últimos dois anos, com os personagens como o náufrago desolado, o louco apaixonado por Renata e seu alterego, mais sarcástico que nunca com os jornalistas.

Para quem busca um humor leve, uma leitura feliz para bebericar-se na volta para casa de ônibus, esqueça A Cabeça é a Ilha. As tiras reforçam o estilo consagrado no site e nos últimos três livros de Andre: o humor sarcástico, por vezes pornográfico. Tesão, masturbação, sexo anal e oral são termos constantes e seus apelidos vulgares nas tiras. Afinal, quem nunca amou e se humilhou por ao menos um esbarro na esquina com o amado? Com tanta acidez em um tema tão corriqueiro, dá até para sentir-se culpado pela desgraça de Ulisses. Dá pena ver o cara procurando um disk-sexo para contar como foi seu dia.

Em suas críticas ferrenhas, Dahmer não desafina o lápis nem para si mesmo, mostrando sua entrega ao álcool por conta de uma desilusão amorosa. Uma alfinetada aqui e outra ali, sobra até para os jornalistas, talvez fruto de suas experiências pessoais em trabalho com redação. “Agora eles são donos da minha vida, Arnaldo”, diz o André das tiras. “Bobagem, Dahmer. Eles não podem tomar algo que você não tem…”, é a resposta.

Em cada tira uma critica, em cada palavra uma tapa no rosto da carapuça que conseguir se vestir bem. A série 2035 mostra o futuro próximo do mundo, com natureza morta por conta dos nossos governantes. A mulher submissa merece uma série especial, com a pobre Sara sendo maltratada por um atrás do outro, em busca do amor da sua vida.

Para lembrar as porcarias do dia a dia, do egoísmo do homem e atrocidades cometidas por muitos, nada melhor que dá uma longa folheada em A Cabeça é a Ilha. Os que se sentirem incomodados com alguns termos, é só lembrar: viemos todos do ato sexual e a posição “cachorrinho” não é invenção do autor.

Serviço:
A Cabeça é a Ilha
Editora Desiderata, 152 páginas, R$ 34,90


Ilustrador escreve sem censura e faz sucesso na Internet

Com pouco mais de oito anos dedicados aos quadrinhos, Andre Dahmer considera-se novo no meio das artes, mesmo com vasto currículo. Tem tiras e ilustrações publicadas no portal G1, no jornal Folha de São Paulo, nas revistas Caros Amigos, piauí e Sexy, no Jornal do Brasil e muitos outros veículos, mas seu meio de comunicação preferido é sem sombra de duvidas a Internet. “Acho rede uma ferramenta poderosa, o problema é saber se quem usa tem miolos poderosos também”, comenta André, em entrevista a Revista O Grito!

Carioca, André (nascido em 14 de setembro de 1974) tem formação em Desenho Industrial. Começou com a pintura, onde encontrou uma maneira de extravasar toda a sua energia. Repetiu na escola alguns anos, teve problemas com crianças e até visitou terapias, mas sem sucesso, para seu excesso de energia. “Eu era aquele clássico garoto grande demais em uma turma de crianças pequenas”, conta.

Tudo curado quando entrou na Escola de Artes de Maria Teresa Vieira. Desistiu do curso pelo rigor da instituição, mas achou na pintura a sua arte e foi cursar Desenho Industrial como complemento. Pelo ambiente universitário conheceu um professor, apelidado futuramente de ‘seu salvador’ Urian Agria, que mandou Dahmer jogar fora a borracha e ensinou uma lição que adotou como lema: “Quem pensa, não pinta; quem pinta, não pensa”.

Seguiu pela pintura onde permanece até hoje, mais esporadicamente. “Nunca decidi viver de quadrinhos. Minha paixão era a pintura e o meu hobbie as HQ’s. Em um certo momento comecei a ganhar grande visitação na Internet com os meus Malvados e apareceram jornais e revistas interessados em publicar meu trabalho. Mas pinto ainda hoje, para sempre vou pintar”, declara o André artista plástico.

Seu trabalho ganhou repercussão nacional em 2001 através da Internet com o site Malvados, uma página que merece ser visitada. Sem muita conexão entre o nome e a função de cada botão, a página virtual é um acervo de oito anos de tiras e até uma loja virtual, com venda de camisas, cinzeiros, entre outros suvenires com os desenhos dos personagens.

Sem pudor – André não nega: escreve o que quer e quando quer. “Não trabalho com freios, ao contrário. Não há como pensar ‘ah, isso vai pegar mal’ e fazer humor de qualidade o mesmo tempo. Não é assim que funciona…”, comenta. Nota-se pela quantidade de palavrões e referências sexuais em seus textos, mas sem aparentemente incomodar a ninguém, pois o site notifica mais de dois mil acessos ao mês.

Seu processo de produção é bem simples, trabalha sem borracha e com caneta Unipin 0.5. Depois digitaliza a imagem e monta a tira no Photoshop, em média 30 minutos de trabalho por tira. Brancos criativos? “É raro acontecer, mas todo mundo passa por isso, é natural”, diz Andre.

Depois de A Cabeça é a Ilha, muito se pode esperar de André Dahmer e ainda para este ano. Continua na venda de lembrancinhas em seu site, um sucesso nacional. “Minha esposa não agüenta mais ir aos correios”, comenta. “Devo entregar no final do ano um livro de poemas e um romance, ambos ainda sem nome”, confidencia. Enquanto isso, acessar www.malvados.com.br é uma boa pedida.

Para acessar:
Site Os Malvados – www.malvados.com.br/
Acompanhe pelo Twitter: http://twitter.com/malvados

Num é que ele morreu?

Eu mesma não pensei que ia ver o dia em que Michael Jackson ia morrer. Cresci vendo Moonwalker na televisão quando o SBT não tinha mais filmes para variar. Vi todas as cirurgias do Michael e seu nariz ficar cada vez mais fino. Acompanhei cada minuto da vinda do cantor às ladeiras bainas para gravar o videoclipe They Don´t Care About Us. Dancei Thriller.

É, ele morreu mesmo.

Só me resta agora começar a guardar dinheiro para o funeral aberto de Madonna.

Descubra a sua personalidade através da maneira de dormir

De costas – Braços e pernas abertas

Que espírito de liberdade!
Adora conforto e venera a beleza.
Também é um(a) verdadeiro(a) esbanjador(a) – tomara que ganhe bem, né? É um pouquinho abelhudo(a) e adora uma fofoca. Cuidado para não levar umas picadas…

De costas – Com os braços cruzados em baixo da cabeça

Você é muito inteligente e adora aprender. Às vezes tem algumas idéias difíceis de ser compreendidas.
É uma pessoa que se preocupa com a família e seu grande problema é que é exigente demais no amor.
Descruze esses braços, já!

De costas – Pernas cruzadas

Todos que dormem de pernas cruzadas são definidos como obsessivos(as)e tem dificuldade para aceitar mudanças. Tem como prioridade a solidariedade e sua maior qualidade é a capacidade de tolerância.
Pelo menos tem grandes qualidades … …

De lado

Indica que você é uma pessoa confiável. Obtém sucesso em todas as tarefas que se dispõem a fazer. Aliás, dizem que as pessoas que dormem para o lado direito tem tendências ao poder e a fortuna. Lado direito, então!

De lado e encolhido(a)

Egoísta e vingativo(a), são palavras que te descrevem.
As pessoas a sua volta devem cuidar-se para não pisar no seu calo, se não…
Be happy, cara!

De lado – Deitado(a) em cima de um braço

Ao contrário da posição anterior – de lado e enroladinho(a) – você é gentil, político(a), sincero(a) e amoroso(a). Como ninguém é perfeito(a), você deveria ser mais seguro(a) e aprender a aceitar seus erros e imperfeições.
É isso aí! Errar é humano, sabia?

De bruços – Barriga para baixo

Se você dorme com a barriga para baixo toda a noite, você parece ser muito cabeça-dura. Costuma ficar em cima do muro e ser manipulador(a).
É também um pouco imprudente.
Hora de trocar sua posição de dormir, não acha?

Abraçando-se

Sente-se sozinho(a) e deprimido(a) porque é obcecado(a) pelo passado e seus erros.
Você é indeciso(a), dando a impressão que o amor é um caso perdido em sua vida.
Quem vive de passado é museu…

Coberto(a) até a cabeça

Você se mostra muito machão em público, no caso dos homens, é claro, mas bem lá no fundo você é tímido e frágil. Mulheres idem. Tende a manter um bocado de segredos. Se encontra algum problema, guarda para si e não procura ajuda. Relaaaaxeeeeee… pessoal…

De lado com uma perna dobrada

Você tem tendência a ser escandaloso(a) e reclamar muito.
Nervosismo é provavelmente seu apelido. Faz tempestade em copo d´agua.
A vida não é um grande jogo de apostas, relaxa!

Fonte: http://www.portaldascuriosidades.com

POLÍTICA EM ZÉ DO BURRO

Desenhista gaúcho entra no mundo das adaptações e lança O Pagador de Promessas em versão HQ
Por Lidianne Andrade


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Difícil de ser contada e interpretada pelo seu alto teor político religioso, a história do sonhador Zé do Burro é um dos clássicos da dramaturgia. Mesmo os mais novos conhecem o conto do homem que foi pagar uma promessa carregando uma cruz de madeira por sete léguas até Salvador. A peça teatral de Dias Gomes (1922-1999) já esteve na televisão, ganhou versão cinematográfica premiada em Cannes e agora chega em versão quadrinhos pelas mãos de Eloar Guazzelli em O Pagador de Promessas (Ed. Agir, 72 págs., R$ 44).

O HQ tenta contar na íntegra a tragetória de Zé do Burro até a paróquia de Santa Bárbara, onde seria o ponto final de sua andança. Lá chegando encontra com repórteres, políticos, a hostilidade do padre local e admiradores da força de Zé em cumprir as sete léguas andando com uma cruz de madeiras nas costas. Muito do teor político do original se perdeu na transcrição, comum em adaptações. “Uma peça de teatro tem sua dinâmica própria e a transposição de linguagens requer cuidados. Privilegiei o cenário, considerando a paisagem como um personagem e fazendo com que a ambientação criasse uma dinâmica visual que os quadrinhos de certa forma exigem”, explica Guazzelli em entrevista à Revista O Grito!.

O convite veio da própria editora para adaptar o conto, o que o ilustrador não pensou duas vezes em aceitar o desafio de uma releitura de uma obra conhecida. Durante o tempo de produção visitou Salvador para pegar imagens e reconstruir na íntegra o cenário. Guazzelli se diz um admirador da obra de Dias Gomes, o que ainda aumentou a responsabilidade sobre seu trabalho. “O Bem Amado deixou muitas lições na minha vida, um clássico”, comenta.

Sobre ter seu quadrinho comparado com a obra original, Guazzelli não parece sentir medo ou receio. “Tenho de acreditar na minha própria capacidade e deixar claro que cada meio tem suas potencialidades e limitações. Acredito que realizei uma adaptação digna dentro dos recursos que dispunha”, comenta. O autor disse que chegou até a desligar a TV quando o filme estava sendo exibido, para evitar perder a neutralidade. “Evitei a todo custo ter referências de obras anteriores. Trabalhava de madrugada muitas vezes e uma ocasião liguei a TV passando a magistral adaptação para cinema. Desliguei no ato. Trata-se de um trabalho tão forte que mesmo sem revê-lo, com certeza algumas passagens estão impregnadas dessa magistral versão”, conta o artista.

O título integra a coleção Grandes Clássicos em Graphic Novel, da Editora Agir e recebeu roupagem de clássico. Em formato em papel couché 115g fica na prateleira com ‘veste de gala’, com uma bela introdução de Ferreira Gullar e os currículos de Eloar Guazzelli e Dias Gomes (o escritor da peça) no final do livro. As páginas não são duplas e têm a diagramação espelhada, mais suave ao olhar. “Gostei do cuidado da editora com acabamento”, comenta.

Ilustrador experiente

O gaúcho Eloar Guazzelli já é um velho conhecido no mundo das ilustrações, tendo publicado obras em diversos países desde os anos 1980. Graças aos irmãos mais velhos, sempre foi um leitor assíduo de quadrinhos, começando pelos velhos Disney, especialmente as magistrais narrativas de Carl Barks. Passou por grandes momentos na carreira indo desde ilustrador contratado a diretor de arte de revistas, até chega no patamar autônomo de desenhar e escrever o que quer. Tem no currículo publicações de São Paulo (Animal, Mil Perigos), Buenos Aires (Lápis Japones) e Espanha (Ojo Clínico, Consequencias).

Atualmente Guazzelli dedica uma grande parte do seu tempo para a sua a produtora de filmes Otto Filmes, na qual é diretor de arte. Está em fase de finalização do longa Fuga em Ré Menor para Klaunus e Pletskaya, previsto para 2010. Entre quadrinhos, cinema e ilustração, comenta não ter preferências. “Todas linguagens apresentam grandes dificuldades operacionais para se efetivarem e tenho a felicidade de transitar com igual prazer por todas essas linguagens”, declara.

Jornalismo independente ainda existe

Graças aos céus a Internet ainda é livre e podemos escrever o que queremos, quando e pra quem quiser ler. Assim é ainda no Brasil e sou grata por isso. E muita gente boa não se sucumbiu ao sistema de informações de grandes veículos de priorizar os temas "mais importantes de acordo com o jornal" e conta coisas legais e importantes pelas ruas da cidade.

Para curtir um pouco mais de informação importante e livre, acessem http://revistazena.com.br/, das colegas jornalistas Beliza Parente, Camila Riba e Rafaella Soares. Design da página do criativo e excelente Wagner Beethowen.

Llivraria Modelo realiza oficina de origami

Educadores e parceiros participam de evento institucional

A arte milenar oriental de criar peças através das dobraduras de papel atrai cada vez mais educadores. Com formas geométricas precisas e exigência de concentração e coordenação motora, o origami é um excelente atrativo para sala de aula em atividades lúdicas.

Visando beneficiar o cliente educador, a Livraria Modelo em parceria com a distribuidora de produtos pedagógicos Romitec ofereceu no último dia 3 de junho um dia de oficinas de origami. Cerca de 40 educadores de 22 escolas da Região Metropolitana do Recife parceiras da Modelo enviaram seus profissionais para as quatro oficinas realizadas ao longo de um dia de atividades da unidade de Boa Viagem.

O origamista Jorge Neves veio ao Recife para ensinar técnicas básicas de emprego de origami e dos blocos coloridos em atividades acadêmica de sala de aula, sem nenhum custo para os participantes. “Objetivo é mostrar e oferecer ao nosso cliente e aos educadores tividades acadêmicas para auxiliar no dia a dia da sala de aula com atividade enriquecedoras”, explica Silvana Sarubbi, gerente de marketing e relacionamento e responsável pelo evento. “A Livraria Modelo possue um mix de produtos para serem aplicados em atividades lúdicas”, complementa a gerente. Mais atividades são esperadas ainda para 2009, só aguardar.

Um astro do audiovisual

Saudade de Michael Jackson vai além da música

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Até Thriller chegar na programação da emissora norte-americana MTV os clipes musicais duravam no máximo 5 minutos. Thriller tinha ‘apenas’ 14. Uma mega produção com vampiros, monstros, mocinha e o rei do pop Michael Jackson em todas as cenas, com suas caras e bocas. Ele morreu na última quinta-feira de parada cardíaca aos 50 anos, mas vai deixar saudade no mundo do audiovisual.

Não é porque todo mundo está falando da morte de Michael que a coluna resolveu pegar carona e endeusar o mito. Não podemos é esquecer ou negar sua importância para o audiovisual. O cantor revolucionou trazendo coreografias de rua para estádios lotados, popularizou o R&B nas paradas de sucesso e trouxe a música negra para o topo das paradas. Até 1983, ano de lançamento do vídeo Thriller, as músicas eram separadas nas prateleiras das rádios entre ‘brancas’ e ‘negras’ e os videoclipes eram meros ‘fundo azul’ com casais beijando e gente dançando loucamente.

Com Thriller, Jackson não apenas lançou um dos clipes mais longos da história como começou um estilo cinematográfico na música. O vídeo tem roteiro, falas, cenas, cenários e curva dramática como em um curta metragem. Foi gravado em película e custou 600 mil dólares, um valor absurdo para um cantor na época. Foi o primeiro clipe de um negro na programação da MTV.

Para Michael Jackson tudo era possível e quando ele quis ser astro de cinema não fez teste como muitos cantores: pagou, contratou e fez seu próprio filme. Em 1988 lança Moonwalker (Moonwalker, EUA, 1988), um longa metragem sobre ele mesmo sendo ele mesmo. Na trama Michael salva três crianças de um poderoso traficante e dança, canta, vira coelho, anda de moto, vira gigante-máquina e dança, dança e dança. Os sucessos "Smooth Criminal" e "Come Together" estão entre os sucessos no musical.

Levando em conta o ano de lançamento, em seus 91 minutos Moonwalker trouxe muita tecnologia nova. Efeitos especiais seguindo o gênero ‘fantástico’, incomum em musicas até então. O trio na direção Jerry Kramer, Jim Blashfield e Colin Chilvers trabalhou dias e noites em roteiro, produção e elenco agradar Michael. O resultado foi um sucesso e até hoje a emissora brasileira SBT comemora ter os direitos exclusivos de exibição na TV aberta.

Poucos sabem mas Moosnwalker é o segundo filme do cantor. Em 1978 Michael participou de “O Mágico Inesquecível” (THE WIZ), interpretando o personagem espantalho na releitura do clássico Mágico de Oz. O convite veio da sua amiga Diana Ross, no longa interpretando Dorothy.

A música perdeu Michael e o cinema idem. Com seus videoclipes mirabolantes, musicais arrojados e o estilo cinematográfico de mostrar Jackson, o audiovisual vai ficar com saudades das caras e bocas do astro. As suas roupas eram insuperáveis em figurinos e as maquiagens devem ter dado trabalho.

Em piada sarcástica, vale lembrar que muitos outros setores do entretenimento sentirão saudades de Michael: o dono do antiquário onde ele gastou seis milhões de dólares em uma tarde, o pessoal da manutenção dos brinquedos da Neverland, as lavanderias para tantos casacos excêntricos, as clínicas de dermatologia, os maquiadores....melhor parar porque a lista é longa.