POLÍTICA EM ZÉ DO BURRO

Desenhista gaúcho entra no mundo das adaptações e lança O Pagador de Promessas em versão HQ
Por Lidianne Andrade


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Difícil de ser contada e interpretada pelo seu alto teor político religioso, a história do sonhador Zé do Burro é um dos clássicos da dramaturgia. Mesmo os mais novos conhecem o conto do homem que foi pagar uma promessa carregando uma cruz de madeira por sete léguas até Salvador. A peça teatral de Dias Gomes (1922-1999) já esteve na televisão, ganhou versão cinematográfica premiada em Cannes e agora chega em versão quadrinhos pelas mãos de Eloar Guazzelli em O Pagador de Promessas (Ed. Agir, 72 págs., R$ 44).

O HQ tenta contar na íntegra a tragetória de Zé do Burro até a paróquia de Santa Bárbara, onde seria o ponto final de sua andança. Lá chegando encontra com repórteres, políticos, a hostilidade do padre local e admiradores da força de Zé em cumprir as sete léguas andando com uma cruz de madeiras nas costas. Muito do teor político do original se perdeu na transcrição, comum em adaptações. “Uma peça de teatro tem sua dinâmica própria e a transposição de linguagens requer cuidados. Privilegiei o cenário, considerando a paisagem como um personagem e fazendo com que a ambientação criasse uma dinâmica visual que os quadrinhos de certa forma exigem”, explica Guazzelli em entrevista à Revista O Grito!.

O convite veio da própria editora para adaptar o conto, o que o ilustrador não pensou duas vezes em aceitar o desafio de uma releitura de uma obra conhecida. Durante o tempo de produção visitou Salvador para pegar imagens e reconstruir na íntegra o cenário. Guazzelli se diz um admirador da obra de Dias Gomes, o que ainda aumentou a responsabilidade sobre seu trabalho. “O Bem Amado deixou muitas lições na minha vida, um clássico”, comenta.

Sobre ter seu quadrinho comparado com a obra original, Guazzelli não parece sentir medo ou receio. “Tenho de acreditar na minha própria capacidade e deixar claro que cada meio tem suas potencialidades e limitações. Acredito que realizei uma adaptação digna dentro dos recursos que dispunha”, comenta. O autor disse que chegou até a desligar a TV quando o filme estava sendo exibido, para evitar perder a neutralidade. “Evitei a todo custo ter referências de obras anteriores. Trabalhava de madrugada muitas vezes e uma ocasião liguei a TV passando a magistral adaptação para cinema. Desliguei no ato. Trata-se de um trabalho tão forte que mesmo sem revê-lo, com certeza algumas passagens estão impregnadas dessa magistral versão”, conta o artista.

O título integra a coleção Grandes Clássicos em Graphic Novel, da Editora Agir e recebeu roupagem de clássico. Em formato em papel couché 115g fica na prateleira com ‘veste de gala’, com uma bela introdução de Ferreira Gullar e os currículos de Eloar Guazzelli e Dias Gomes (o escritor da peça) no final do livro. As páginas não são duplas e têm a diagramação espelhada, mais suave ao olhar. “Gostei do cuidado da editora com acabamento”, comenta.

Ilustrador experiente

O gaúcho Eloar Guazzelli já é um velho conhecido no mundo das ilustrações, tendo publicado obras em diversos países desde os anos 1980. Graças aos irmãos mais velhos, sempre foi um leitor assíduo de quadrinhos, começando pelos velhos Disney, especialmente as magistrais narrativas de Carl Barks. Passou por grandes momentos na carreira indo desde ilustrador contratado a diretor de arte de revistas, até chega no patamar autônomo de desenhar e escrever o que quer. Tem no currículo publicações de São Paulo (Animal, Mil Perigos), Buenos Aires (Lápis Japones) e Espanha (Ojo Clínico, Consequencias).

Atualmente Guazzelli dedica uma grande parte do seu tempo para a sua a produtora de filmes Otto Filmes, na qual é diretor de arte. Está em fase de finalização do longa Fuga em Ré Menor para Klaunus e Pletskaya, previsto para 2010. Entre quadrinhos, cinema e ilustração, comenta não ter preferências. “Todas linguagens apresentam grandes dificuldades operacionais para se efetivarem e tenho a felicidade de transitar com igual prazer por todas essas linguagens”, declara.

Jornalismo independente ainda existe

Graças aos céus a Internet ainda é livre e podemos escrever o que queremos, quando e pra quem quiser ler. Assim é ainda no Brasil e sou grata por isso. E muita gente boa não se sucumbiu ao sistema de informações de grandes veículos de priorizar os temas "mais importantes de acordo com o jornal" e conta coisas legais e importantes pelas ruas da cidade.

Para curtir um pouco mais de informação importante e livre, acessem http://revistazena.com.br/, das colegas jornalistas Beliza Parente, Camila Riba e Rafaella Soares. Design da página do criativo e excelente Wagner Beethowen.

Llivraria Modelo realiza oficina de origami

Educadores e parceiros participam de evento institucional

A arte milenar oriental de criar peças através das dobraduras de papel atrai cada vez mais educadores. Com formas geométricas precisas e exigência de concentração e coordenação motora, o origami é um excelente atrativo para sala de aula em atividades lúdicas.

Visando beneficiar o cliente educador, a Livraria Modelo em parceria com a distribuidora de produtos pedagógicos Romitec ofereceu no último dia 3 de junho um dia de oficinas de origami. Cerca de 40 educadores de 22 escolas da Região Metropolitana do Recife parceiras da Modelo enviaram seus profissionais para as quatro oficinas realizadas ao longo de um dia de atividades da unidade de Boa Viagem.

O origamista Jorge Neves veio ao Recife para ensinar técnicas básicas de emprego de origami e dos blocos coloridos em atividades acadêmica de sala de aula, sem nenhum custo para os participantes. “Objetivo é mostrar e oferecer ao nosso cliente e aos educadores tividades acadêmicas para auxiliar no dia a dia da sala de aula com atividade enriquecedoras”, explica Silvana Sarubbi, gerente de marketing e relacionamento e responsável pelo evento. “A Livraria Modelo possue um mix de produtos para serem aplicados em atividades lúdicas”, complementa a gerente. Mais atividades são esperadas ainda para 2009, só aguardar.

Um astro do audiovisual

Saudade de Michael Jackson vai além da música

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Até Thriller chegar na programação da emissora norte-americana MTV os clipes musicais duravam no máximo 5 minutos. Thriller tinha ‘apenas’ 14. Uma mega produção com vampiros, monstros, mocinha e o rei do pop Michael Jackson em todas as cenas, com suas caras e bocas. Ele morreu na última quinta-feira de parada cardíaca aos 50 anos, mas vai deixar saudade no mundo do audiovisual.

Não é porque todo mundo está falando da morte de Michael que a coluna resolveu pegar carona e endeusar o mito. Não podemos é esquecer ou negar sua importância para o audiovisual. O cantor revolucionou trazendo coreografias de rua para estádios lotados, popularizou o R&B nas paradas de sucesso e trouxe a música negra para o topo das paradas. Até 1983, ano de lançamento do vídeo Thriller, as músicas eram separadas nas prateleiras das rádios entre ‘brancas’ e ‘negras’ e os videoclipes eram meros ‘fundo azul’ com casais beijando e gente dançando loucamente.

Com Thriller, Jackson não apenas lançou um dos clipes mais longos da história como começou um estilo cinematográfico na música. O vídeo tem roteiro, falas, cenas, cenários e curva dramática como em um curta metragem. Foi gravado em película e custou 600 mil dólares, um valor absurdo para um cantor na época. Foi o primeiro clipe de um negro na programação da MTV.

Para Michael Jackson tudo era possível e quando ele quis ser astro de cinema não fez teste como muitos cantores: pagou, contratou e fez seu próprio filme. Em 1988 lança Moonwalker (Moonwalker, EUA, 1988), um longa metragem sobre ele mesmo sendo ele mesmo. Na trama Michael salva três crianças de um poderoso traficante e dança, canta, vira coelho, anda de moto, vira gigante-máquina e dança, dança e dança. Os sucessos "Smooth Criminal" e "Come Together" estão entre os sucessos no musical.

Levando em conta o ano de lançamento, em seus 91 minutos Moonwalker trouxe muita tecnologia nova. Efeitos especiais seguindo o gênero ‘fantástico’, incomum em musicas até então. O trio na direção Jerry Kramer, Jim Blashfield e Colin Chilvers trabalhou dias e noites em roteiro, produção e elenco agradar Michael. O resultado foi um sucesso e até hoje a emissora brasileira SBT comemora ter os direitos exclusivos de exibição na TV aberta.

Poucos sabem mas Moosnwalker é o segundo filme do cantor. Em 1978 Michael participou de “O Mágico Inesquecível” (THE WIZ), interpretando o personagem espantalho na releitura do clássico Mágico de Oz. O convite veio da sua amiga Diana Ross, no longa interpretando Dorothy.

A música perdeu Michael e o cinema idem. Com seus videoclipes mirabolantes, musicais arrojados e o estilo cinematográfico de mostrar Jackson, o audiovisual vai ficar com saudades das caras e bocas do astro. As suas roupas eram insuperáveis em figurinos e as maquiagens devem ter dado trabalho.

Em piada sarcástica, vale lembrar que muitos outros setores do entretenimento sentirão saudades de Michael: o dono do antiquário onde ele gastou seis milhões de dólares em uma tarde, o pessoal da manutenção dos brinquedos da Neverland, as lavanderias para tantos casacos excêntricos, as clínicas de dermatologia, os maquiadores....melhor parar porque a lista é longa.

O Brasil que Braga não conhece

Fotógrafos brasileiros expostos em Portugal

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Um convite ao cotidiano dos brasileiros em seus diferentes lugares e espaços, com suas caras e bocas tão singulares. Esta é a proposta da exposição “O Quotidiano Brasileiro em Fotografia”, em cartaz no Braga Shopping, em Portugal, até o dia 30 de junho.

Os 11 fotógrafos participantes foram escolhidos pelo site de fotografia Flickr por Lara Queiroz, brasileira, designer residente em Braga e curadora da exposição. Os fotógrafos cederam três imagens cada que representassem o Brasil através de seus olhares artísticos, entre eles, o paulista há cinco anos em Pernambuco Eder Jules. “Todo o processo foi feito online e três fotos minhas estão expostas”, conta Eder em entrevista ao site Necessaire.

Quando foi morar em Braga em 2007, Lara percebeu uma admiração dos lusos pela cultura brasileira. Como fotógrafa amadora, não pensou duas vezes em uma exposição para mostrar um pouco de sua terra natal por lá e levou a proposta a um museu. “Fui acreditando ser difícil conseguir um espaço. Surpreendentemente fui recebida com muita atenção e simpatia. A administradora ficou encantada com a possibilidade de expor fotos sobre o Brasil e me deu três meses para organizar”, conta Lara. A motivação da curadora veio da cultura como agente de transformação. “Como design e educadora de crianças, sempre acreditei que a valorização da nossa cultura pudesse contribuir muito para construção de um Brasil melhor”, declara a design.

Com o sucesso da primeira exposição Lara resolveu fazer mais uma este ano e partiu em busca de amigos e fotos após a escolha do tema. Foram cinco meses entre solicitação do espaços, contatos e ampliação das imagens. Todos os fotógrafos participantes recebem certificados. “São meus amigos e alguns só tive contato por bate papo virtual para negociação”, comenta referindo-se aos expositores Aguinaldo Rocca ( www.flickr.com/photos/aguirocca), Antônio Carlos( www.flickr.com/photos/espilotro), Eder Jules (www.flickr.com/photos/eder_jules), Letícia Ranzan (www.flickr.com/photos/leranzani), Marcel Caram( www.flickr.com/photos/marcarambr), Marcella Karmman (www.flickr.com/photos/marcellakarmann), Márcio Ramos ( www.flickr.com/photos/factorlux), Pedro Gomes (www.flickr.com/photos/soso) e Re Lepage (www.flickr.com/photos/relepage ).

A exposição fica em cartaz até o próximo dia 31 de Junho no Shopping Braga, em Portugal.

Jornalista sem diploma

Depois de estudar cinco anos e me matar para concluir o curso, descubro que o diploma não vale nada. E agora José?

COPABANA EM VERSÃO NOIR E CRUEL

Odyr e Lobo trazem em nova HQ um olhar alternativo sobre o bairro mais glamouroso do Rio
Por Lidianne Andrade

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Não é mais um dos bairros mais glamourosos do Rio, mas com certeza Copacabana é o mais falado e atrai os olhos de cineastas, diretores de novela e agora do ilustrador Odyr e do roteirista Sandro Lobo para a temática do livro de quadrinhos Copacabana, com lançamento na última semana pela editora Desiderata.

Em preto e branco, a obra traz ao longo de suas 200 páginas personagens do subúrbio carioca da querida ‘Copa’, em uma visão “policial noir”, como os próprios autores definem no site oficial da obra (http://www.copacabanaemquadrinhos.com.br). Diana é uma das personagens de destaque, uma prostituta disputando as esquinas da Atlântica com problemas com um agiota “louco para lhe enrabar” e constantemente mete-se em enrascadas.

Nada fica de fora das páginas do HQ da atmosfera sombria que envolve o calçadão noturno da praia mais famosa do Brasil: tráfico, turistas, taxistas, moradores de ruas, vendedores de flores e as populares prostitutas da orla. Lenda urbanas envolvendo o lugar estão presentes no roteiro de Lobo.

Entre pesquisa, concepção e desenvolvimento o trabalho durou dois anos de construção. A idéia central de escolher o cenário de Copacabana veio do roteirista Sandro Lobo, em suas observações da varanda de seu apartamento no bairro. A linguagem de rua e natural não ficou de fora, para poder-se vivenciar o melhor e o pior que o bairro pode oferecer. Um bairro família com erotismo, singularidade, romance, mistério e crime convivendo lado a lado, elementos comprimidos no cotidiano de seus edifícios inquisidores.

Para o desenhista Odyr Bernardi o projeto foi mais cansativo e conceitual. Foram dois anos de trabalhos noturnos paralelos a sua função de diretor de arte da editora Desiderata, tornando a pesquisa e entrega ao projeto mais cansativa. Nos bastidores, conta-se que Odyr mudou-se do Sul para o Rio para aprofundar-se na temática do livro. “Seria uma boa história, não? A realidade é um pouco mais prosaica, pois me mudei pro Rio para ser diretor de arte para a Desiderata e conheci o Lobo e o roteiro por lá”, desmente os rumores em entrevista a Revista O Grito!. “Me mudei do bairro de Santa Teresa para Copacabana, isso sim, para viver mais o clima do bairro”, conta.

Odyr só tem a comemorar com o lançamento de Copacana. “Sendo meu primeiro álbum longo, tem uma curva de aprendizado e principalmente o trabalho de estabelecer um ritmo e rotina. Fui ganhando proficiência e velocidade ao longo do trabalho”, comenta. Atualmente o desenhista voltou a sua cidade natal e deixa espaço para as piadas. “Preferi voltar para o sul onde a vida é mais barata e seria mais fácil viver como autor. Minha cidade é a injustamente famosa Pelotas”, brinca.

Para Odyr, Copacabana marca retorno

Gaúcho, Odyr ilustra há alguns anos e tem no case obras como as capas para Millôr Fernandes entre 2005 e 2008. Copacabana foi uma retomada dos quadrinhos, mentalmente primeiro plano mas no dia a dia em seguindo na rotina do ilustrador. Prêmios na área nenhum. “Nunca mandei nada pra lugar nenhum, concurso, salão… sei lá. Alguma auto-sabotagem minha”, brinca.

Apesar de não gostar de ilustrar, o portifólio e Odyr na área é extenso. Fez capas para antologia de cartuns da New Yorker e artistas como o Jaguar, André Dahmer, Allan Sieber, entre outros. Também tem participação na antologia Irmãos Grimm em Quadrinhos. Sua produção é totalmente ‘analógica’, como ele mesmo define, desenha usando os velhos e bons papel e lápis para depois digitalizar a imagem.

O ROTEIRISTA

Velho conhecido da Revista O Grito! pela edição do álbum Menina Infinito, Sandro Lobo foi um dos criadores da premiada revista independente Mosh!. Foi editor da linha de quadrinhos da editora Desiderata, onde conheceu Odyr.

Odyr e Lobo tornaram-se não apenas parceiros de trabalhos, mas amigos e por alguns meses sócios na editora Barba Negra. Mas com a entrada de editoras conceituadas como Desidrata e Cia das Letras no ramo de quadrinhos, eles desistiram do projeto. Contou também o surgimento de muitos projetos pessoais para ambos, impossibilitando a alavancada da Barba Negra.

“Praticamente todas as editoras estão entrando no ramo, não havia uma necessidade real que existíssemos como editora. Os livros que estavam prontos, do Rafael Sica e do Allan Sieber foram bem encaminhados, um deve sair pela Companhia das Letras e outro pela Desiderata. Final feliz para a editora de vida mais breve na história”, explica Odyr.

Para 2010 o nome da dupla ainda deve aparecer muito. Odyr trabalha em seu segundo livro com roteiro de Angélica Freitas pela editora Companhia das Letras e Lobo segue em projetos pessoais.

Livraria Modelo entre as preferidas dos pernambucanos

Sempre trabalhando com um novo conceito de livraria, a Livraria Modelo recebe pelo sexto ano consecutivo o prêmio Marcas Que Eu Gosto, concedido pelo Diario de Pernambuco. A entrega do prêmio foi realizada no último dia 27 de maio, no Armazém Blu’nelle, no bairro de Santo Amaro, na presença de cerca de 300 empresários locais.

A pesquisa do jornal em parceria com o Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe) analisa fatores como confiabilidade, atendimento, preferência na compra e tradição, tendo a Livraria Modelo obtido excelência em todos.

Para a gerente de Marketing de Relacionamento Silvana Sarubbi, a premiação vem como reconhecimento de um esforço contínuo em busca da excelência em atendimento e qualidade dos produtos. “É uma gratificação para um trabalho consistente e com seriedade ao longo dos anos e estamos muito felizes com o reconhecimento”, diz Silvana.

silvana aporte luciana - Recebendo o prêmio
Um novo conceito em livraria – Com mais de 20 anos de mercado, a Livraria Modelo é pioneira em investir em um relacionamento contínuo e diferenciado com as escolas. Ao longo do ano são realizadas diversas atividades pedagógicas e sociais em conjunto entre livraria e instituições de ensino. A coordenação fica por conta da Silvana, com formação acadêmica em pedagogia. “É muito importante ter dentro da empresa uma pessoa com uma linguagem acadêmica e que entenda a necessidade das escolas e a Modelo sabe disso,” comenta Silvana.

Sempre pensando em seus clientes, a equipe de atendimento possui o diferencial de treinamento contínuo com atividades corporativas para frisar conceitos essenciais para um bom atendimento. “O cliente é nossa razão de existir e por isso fazemos questão de ter a melhor equipe para atendê-lo sempre”, declara a gerente de marketing da empresa.

Jornalista é só jornalista

Podem não ser todos, mas não sou poucos os jornalistas que acreditam serem os maiores especialistas do mundo. Por um dia terem escrito uma reportagem sobre necropsia,. creem já poder comentar com precisão dados específicos. Comentam causa mortis, acreditam poder construir edifícios perfeitos ou acertar o local exato da queda de um avião.

Para esta raça de humildade, lembramos ser o jornalista apenas um transcrissor de informações. Ele não sabe fazer uma cirurgia, apenas reproduzir as palavras de um médico. Não sabe construir, apenas escutar engenheiros.

Concluindo, jornalista só sabe escrever. E que fique bem claro isso.

Dia da melosidade

Dia da melosidade. Sexta feira 12(podia ser 13, oh se podia...), dia dos namorados. Dia de ver corações em todas as vitrines, comerciais de beijos. Para muitos a obrigação de investir em um presente cafona e um cartão brega e caríssimo para obter míseros beijos. Às vezes beijos aguados porque o presente não foi tão bom assim. Gasta-se dinheiro, entra em fila para tudo (incluse a do motel) e no fim era só mais um dia do ano.

Por que não boicotar o dia dos namorados? Tradições caem todos os dias.

A mulher invisível

Selton Melo e Luana Piovani: busca pela mulher perfeita
Depois de algumas decepções amorosas o homem romântico (excluem-se aqui os cafajestes) correm em busca da mulher perfeita. sexy, olhar sedutor e sem se importar em fazer sexo em todos os momentos. Luana Piovani vem para fazer o papel da mulher perfeita de Selton Mello na divertida comédia nacional A Mulher Invisível (BRA, 2009, Warner Bros).

Amanda (Luana) é a loira sonhada por muitos homens: pernas bem definidas, corpo torneado, cabelos longos e seios fartos. A vizinha gostosa com lábios sedutores bate na porta de Pedro Albuquerque (Selton) em trajes mínimos para pedir uma xícara de açúcar. Após levar o pé na bunda da ex que engravido e fugiu com um alemão, Pedro vê em Amanda tudo o que precisa: sexy, amiga, ajudante, conselheira, companheira, sincera, curte futebol e sempre o espera com roupas curtas e olhar sedento por sexo. Pena que ela não existe.

O roteiro brinca com a busca pela mulher perfeita, algo tão procurado pelos homens. No longa fica clara a mensagem: a perfeição está nos olhos de quem vê. A vizinha tristonha e apática Vitória (Maria Manoella) acredita ser Pedro perfeito para casar e escuta assiduamente sua vida através da parede, apesar dele aparentemente conversar sozinho. As tiradas cômicas com a vida do rapaz são hilárias e garante boas gargalhadas. Se o final é clichê pouco importa, a construção narrativa foi muito bem executada e a sincronia dos fatos conduzida com maestria.

Selton Mello tornou-se figurinha carimbada do cinema nacional, mas não incomoda a fama. Seu sucesso com Meu Nome não é Johnny e Alto da Compadecida deixam claro que o gato não é apenas um rosto bonito e sabe colocar humor na dose certa. Ficou em excelente sincronia com Luana e não precisava mostrar o corpo para falar de sexualidade, deixando o filme mais leve e divertido.

Pecado na escolha dos atores, pois muito talento para pouco espaço em cena. Nomes como Vladmir Brichta e Fernanda Torres vem para incrementar o elenco, mas se perdem em cena como coadjuvantes. Maria Manoella também tem seu talento desperdiçado como coadjuvante, pois sua atuação é de longe a mais exigente e talentosa.

No geral, um bom filme para divertir e valorizar o companheiro de todo dia. Talvez abrir a mente para uma discussão sobre perfeição no relacionamento. Será que é valido ou “perfeição demais estraga”?
O filme está em cartaz nos cinemas nacionais.

Informações Técnicas
Título no Brasil: A Mulher Invisível
Título Original: A Mulher Invisível
País de Origem: Brasil
Gênero: Comédia / Romance
Classificação etária: 14 anos
Tempo de Duração: 105 minutos
Ano de Lançamento: 2009
Estréia no Brasil: 05/06/2009
Site Oficial: http://www.amulherinvisivel.com.br
Estúdio/Distrib.: Warner Bros.
Direção: Cláudio Torres

AS CORES DE AMADO


Quadrinista paulista Spacca faz adaptação de Jubiabá para quadrinhos
Por Lidianne Andrade


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Polêmico nos romances e com personagens fortes e caricaturados, o escritor Jorge Amado marcou a literatura brasileira com suas obras. Já recebeu diversas adaptações para TV e cinema, aumentando a apreciação de suas histórias pelo público popular, mas, para alguns, sua literatura continua com a linguagem censurável pela ausência de pudor narrativo, sem muito atrativo para os mais jovens. Talvez essa barreira seja rompida com a chegada nas livrarias de Jubiabá, adaptação em quadrinhos de obra homônima de Amado com ilustração e roteiro de Spacca pelo novo selo da Cia. das Letras, Quadrinhos na Cia.

Ao longo de suas 98 páginas, coloridas em formato 21 x 28, o HQ traz, na íntegra, a história do casamento de imagem e texto com síntese da obra escrita por Jorge Amado entre 1934 e 1935. Nascido no morro do Capa-Negro, em Salvador, Antônio Balduíno (Baldo) é protegido do pai-de-santo Jubiabá. Já na infância o protagonista aliena-se em seu mundo, liderando um pequeno grupo de moleques para furtos e arruaças.

Baldo vivencia o pior da sociedade baiana em uma luta por ascensão. Na trajetória da personagem, Jorge Amado constrói um painel da Bahia e conseqüentemente do Brasil. O Morro do Capa Negro é pincelado em detalhes, a paisagem ganha cores e movimentos, não esquecidos por Spacca nas páginas do quadrinho. Diferentemente de outros trabalhos do artista, aqui há desenhos mais realistas. “As situações exigem mais dramaticidade. Há cenas trágicas, comoventes, até piegas, e precisei de personagens um pouco mais próximos do real para parecerem mais convincentes ao leitor”, explica Spacca, em entrevista a Revista O Grito!.

Entre produção, pesquisa e finalização, foi um ano e meio de trabalho árduo. Só de pesquisa foram seis meses para retratar com fidelidade as paisagens, buscadas em fotos e livros e uma visita de cinco dias à Bahia. Entre as fontes, o livro Retrato da Bahia, do fotógrafo Pierre Verger, com fotos de 1946 que segundo o autor captam o espírito dos romances. O fotógrafo por sinal é homenageado na segunda contracapa, na cena do cordel, onde Spacca desenhou um turista segurando uma câmera Rolleiflex.

O convite para o trabalho veio da Cia das Letras quando ainda estava concorrendo com outras editoras do Brasil pelos direitos da obra de Jorge Amado. “Pediram para escolher uma obra para desenhar uma amostra de capa de HQ. Fiquei feliz em saber que a Cia ganhou, mesmo sem ter feito a proposta mais alta. Eles escolheram pelos projetos apresentados”, conta. A escolha por Jubiabá foi conjunta entre editora e desenhista. A editora pediu para o artista escolher qualquer uma momentaneamente para aprovação e Scappa escolheu esta. Gostou e resolveu ficar com ela. “Foi escolha nossa, minha com o aval deles”, diz.

Apesar de ter sido um convite, o ilustrador deixa claro que foi um trabalho árduo mas prazeroso. Para passar mais de um ano encarando Jorge Amado diariamente, precisa-se nutrir um carinho especial. “Gosto da prosa dele, com descrições sedutoras e saborosas como “o mistério escorre das ruas da cidade da Bahia feito azeite de dendê…”, cita o desenhista.

Spacca mostra-se preocupado com o destino do seu livro. Para muitos críticos e especialistas em literatura, adaptações de clássicos para quadrinhos não devem ser propagadas como substitutas das obras originais. Para o autor, a obra deve servir de introdução e não de única fonte. Ele ainda declara que o quadrinho seria um chamariz e uma introdução ao universo de Jorge Amado, não só pelos jovens mas por qualquer pessoa que, por algum motivo, não leu ou não gosta mesmo sem conhecer. “É importante mostrar que uma adaptação em HQ não seja vista como a obra em si, mas sim como a interpretação de um artista a partir daquela obra”, comenta o artista.

DESENHANDO ATÉ CRESCER

A arte chegou cedo nas mãos de João Spacca de Oliveira, seu nome de batismo. Graduado em Comunicação Visual pela FAAP de São Paulo, cresceu lendo muito quadrinhos da Disney e Turma da Mônica. Aos 15 anos foi contratado como “manchador” (layoutman) pela agência de publicidade Young & Rubicam e sua carreira foi evoluindo até ser um dos nomes mais citados em quadrinhos no Brasil.

Spacca tem boas histórias para contar. O sonho de muitos desenhistas nacionais foi realizado por ele em 1985, quando foi animador da Disney World por um ano na produtora Briquet Filmes, em animação comercial. Teve experiência em ilustração e charges na Folha de São Paulo e montou empresa, mas sempre deu prioridade aos quadrinhos e partiu para os trabalhos autorais.

O currículo do desenhista é vasto. De 1987 a 1995 publicou um quadrinho na revista Níquel Náusea com histórias curtas de 5 a 12 páginas. Fez storyboards para filmes publicitários no começo da carreira. Para a Companhia das Letrinhas, ilustrou O Mário que não era de Andrade, de Luciana Sandroni, O jogo da parlenda, de Heloísa Prieto, A reunião dos planetas, de Marcelo Oliveira e Vice-versa ao contrário, de vários autores.

Com livros trabalha há cinco anos. Escreveu e ilustrou as graphic-novels Santô e Os Pais da Aviação e Debret Em Viagem Histórica e Quadrinhesca ao Brasil e D. João Carioca - A corte portuguesa chega ao Brasil (1808 - 1821)’. Entre os prêmios está o primeiro lugar em charge no do Salão de Humor de Piracicaba em 2005. Venceu o troféu HQMIX 2006 nas categorias Desenhista Nacional, Edição Especial Nacional e Roteirista Nacional com animação.

No meio das experiências extra-papel, uma boa história: foi cover musical de Cazuza. Largou o trabalho na Folha de S. Paulo para cantar com uma banda imitando o Cazuza e outros artistas. Fez sucesso entre amigos, familiares e até os pais e amigos do Cazuza gostaram, porém um desastre financeiro. Mas a experiência não foi em vão, segundo Spacca. “Hoje eu digo que foi um exercício de caricatura e biografia. O show tinha um roteiro com Cazuza nas várias fases, seqüência cronológica e teve boa pesquisa. De certa maneira antecipou meus trabalhos atuais com biografias como Santos-Dumont, Debret, D.João e até a vida de Antonio Balduino”, conta.

Ainda vai se ouvir muito de João Spacca este ano, pois o desenhista mal curtiu as glórias de Jubiabá e já está desenhando a adaptação de As Barbas do Imperador, em parceria com a escritora Lília M. Schwarcz, sobre o reinado de D. Pedro II. O lançamento está previsto para 2010. Sobre planos e metas, cita apenas uma: desenhar. “Meu projeto é o mesmo desde 2005: fazer HQ em primeiro lugar. Vamos ver no que isso vai dar”, declara Scappa.

SAIBA MAIS:

Site: www.spacca.com.br
Blog: blogdospacca.blogspot.com/ | jubiaba.blogspot.com/

Filhos vem e vão

Demorei a vida toda para perceber que criamos os filhos para o mundo. Ao menos foi assim com meus netos, filhos de Preta, a mais viralata impossivel da minha cadela. Eram três e agora são apenas um. Pena, não? Mas é a vida...

Guerra ao Terror

Americanos buscam humanização através de filme

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Acontecimentos históricos costumavam levar mais de uma década para virar livro ou filme, mas com o governo Bush tudo foi rapidamente criticado. Entre diversas mancadas do presidente norte-americano, a invasão ao Iraque é a mais citada e amplamente condenada, tema de Guerra ao Terror (The Hurt Locker, EUA, 2009), Sem muita repercussão nos cinemas por ser mais um filme pós 11 de Setembro, chega ao Brasil diretamente em DVD.

O longa convida a acompanhar a rotina diária de um grupo de soldados americanos enviados em missões de ‘apaziguamento’ no Iraque. Ignorando totalmente o lado dos invadidos, mostra os iraquianos como matadores e traíras por postarem bombas em quase toda a cidade para matar os estrangeiros. Os americanos, óbvio, são os salvadores responsáveis por desarmar bombas e às vezes enfrentando sol escaldante e sede para livrar-se da morte de ataques terroristas.

Guerra ao Terror é um filme de personagens. Sergeant JT Sanborn (Anthony Mackie) é um sargento especialista em desarmar bombas e apaixonado pela adrenalina de sua função. Tem nas mãos a capacidade de evitar mortes e gosta da tensão que isso causa. Soldados enfrentam seus medos em confissões uns aos outros. Temem não voltar para base mesmo em um passeio de rotina. Apesar de aparentemente interessante, o roteiro é fraco e superficial. O drama não passa de poucas cenas comoventes e para os que gostam de violência, em corpos ou tiroteios com closes.

Como filme de guerra, fica distante de clássicos como O Resgate do Soldado Ryan, referência em imagem do gênero. É um drama razoável. A idéia de humanizar a tropa americana foi explorada com afinco e sem muito nexo com a história real, contrariando os vídeos e fotos foram encontrados de soldados humilhando e torturando presos após a invasão do Iraque. A idéia era de mostrar as forças armadas americanas não apenas como máquina estratégica de matar, mas sentimentalistas e comovidos com suas vitimas foi fielmente seguida, mas sem sucesso. Impossível cativar com tanta baboseira e melodrama juntos. Pecou-se pelo excesso.

As câmeras tremidas, closes e focagens sem a sutileza hollywoodiana deixam claro a aproximação a um documentário para tornar o enredo mais verossímil. Ausência quase total de trilha sonora (fundo musical em apenas três cenas curtas). A atmosfera tensa do ambiente é muito bem transposta nas cenas, através de cortes e closes fechados de rostos em momentos de tensão como a descoberta de mais de cinco bombas interligadas por fios que precisam ser desatados um a um.

Para os que querem criticar, mais um filme falando da idiotice de Bush em proclamar uma guerra ao Iraque por supostamente conterem armas químicas (nunca encontradas, vale ressaltar). Ao menos a atmosfera de medo dos soldados em saber que estão em uma luta em vão foi bem retratada. Uma pena tanto material para defender um país sem defesa.

Informações Técnicas
Título no Brasil: Guerra ao Terror
Título Original: The Hurt Locker
País de Origem: EUA
Gênero: Guerra
Classificação etária: 14 anos
Tempo de Duração: 130 minutos
Ano de Lançamento: 2008
Estúdio/Distrib.: Imagem Filmes
Direção: Kathryn Bigelow

A blogueira mais velha do mundo se foi!

Morreu, no último dia 21, a blogueira mais velha do mundo. María Amelia López, 97 anos, desde 2006 postava em seu blog, amis95.blogspot.com, suas histórias e problemas de vida. Como não enxergava bem, tinha a ajuda do neto. Nascida em 1911, na cidade espanhola de Muxía, María ganhou popularidade na web. Seu blog recebeu mais de 1,5 milhão de visitas.